INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL COMO FERRAMENTA DE APOIO À REVISÃO TÉCNICA DE LAUDOS: Uma análise dos riscos técnicos e jurídicos
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Data
2025
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Resumo
A transformação digital na Administração Pública tem impulsionado a adoção da Inteligência Artificial (IA) como ferramenta de otimização, inclusive na Segurança Pública. No contexto da atividade pericial, a Inteligência Artificial surge como um poderoso assistente para a revisão de laudos, capaz de processar grandes volumes de dados e reduzir erros humanos. Contudo, a implementação dessa tecnologia, especialmente modelos opacos como as "caixaspretas", apresenta riscos técnicos e jurídicos significativos. Este artigo tem como objetivo analisar os riscos de natureza técnica (opacidade e vieses) e jurídica (implicações da LGPD e responsabilidade do servidor) inerentes ao uso da Inteligência Artificial no apoio à revisão de laudos periciais, visando estabelecer parâmetros de governança para sua utilização segura. A pesquisa utiliza uma abordagem qualitativa, exploratória e descritiva, com procedimentos de revisão bibliográfica e documental. Os resultados indicam que, tecnicamente, a opacidade dos modelos é incompatível com a necessidade de explicabilidade da prova, e os vieses algorítmicos podem perpetuar discriminações, contaminando a análise. Juridicamente, destaca-se que o uso de ferramentas externas não homologadas para processar laudos viola o dever de sigilo imposto pelo Estatuto do Servidor de Goiás (Lei nº 20.756/2020), configurando infração grave. Concluise que a adoção da Inteligência Artificial é viável apenas mediante rigorosas diretrizes de governança, como a exigência de explicabilidade (XAI), auditorias de viés e a manutenção da supervisão humana qualificada (human-in-the-loop) como pilar central.
Descrição
Palavras-chave
Inteligência Artificial, Laudos Periciais, Segurança Pública, Riscos Jurídicos, LGPD