Navegando por Autor "Murilo Toscano de Carvalho"
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Item INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL COMO FERRAMENTA DE APOIO À REVISÃO TÉCNICA DE LAUDOS: Uma análise dos riscos técnicos e jurídicos(2025) Paulo Augusto Pedroso Amaral; Murilo Toscano de CarvalhoA transformação digital na Administração Pública tem impulsionado a adoção da Inteligência Artificial (IA) como ferramenta de otimização, inclusive na Segurança Pública. No contexto da atividade pericial, a Inteligência Artificial surge como um poderoso assistente para a revisão de laudos, capaz de processar grandes volumes de dados e reduzir erros humanos. Contudo, a implementação dessa tecnologia, especialmente modelos opacos como as "caixaspretas", apresenta riscos técnicos e jurídicos significativos. Este artigo tem como objetivo analisar os riscos de natureza técnica (opacidade e vieses) e jurídica (implicações da LGPD e responsabilidade do servidor) inerentes ao uso da Inteligência Artificial no apoio à revisão de laudos periciais, visando estabelecer parâmetros de governança para sua utilização segura. A pesquisa utiliza uma abordagem qualitativa, exploratória e descritiva, com procedimentos de revisão bibliográfica e documental. Os resultados indicam que, tecnicamente, a opacidade dos modelos é incompatível com a necessidade de explicabilidade da prova, e os vieses algorítmicos podem perpetuar discriminações, contaminando a análise. Juridicamente, destaca-se que o uso de ferramentas externas não homologadas para processar laudos viola o dever de sigilo imposto pelo Estatuto do Servidor de Goiás (Lei nº 20.756/2020), configurando infração grave. Concluise que a adoção da Inteligência Artificial é viável apenas mediante rigorosas diretrizes de governança, como a exigência de explicabilidade (XAI), auditorias de viés e a manutenção da supervisão humana qualificada (human-in-the-loop) como pilar central.Item PROJEÇÕES DOS IMPACTOS DA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL NO TRABALHO PERICIAL: Análise de Vulnerabilidades e Projeções Estratégicas para o.(2025) Olegário Augusto da Costa Oliveira; Alisson Batista de Oliveira; Murilo Toscano de CarvalhoO trabalho analisa os impactos da Quarta Revolução Industrial na Perícia Oficial brasileira, com foco na integração da Inteligência Artificial (IA) e no risco de “assimetria tecnológica” entre a perícia e outros atores do sistema de justiça. Parte-se da hipótese de que a simples compra de softwares não resolve o problema central: sem mudança de papel, a instituição caminha para a obsolescência. A pesquisa, de abordagem qualitativa, natureza exploratória e método dedutivo, combina revisão bibliográfica e análise documental para discutir como a IA automatiza o núcleo comparativo das ciências forenses e desloca o gargalo da execução para a validação crítica dos algoritmos. Como resposta, propõe-se a figura do Perito 4.0, definido como Auditor Crítico da Prova Material, responsável por fiscalizar não apenas o vestígio, mas também o processo algorítmico que o tratou, por meio da chamada “cadeia de custódia algorítmica”. Por fim, o estudo adapta o Responsible AI Framework à realidade da Polícia Científica de Goiás – PCIGO sugerindo diretrizes de governança para uso responsável de IA e defendendo que o futuro da perícia depende mais de estratégia institucional e formação do perito do que de tecnologia isolada.Item UTILIZAÇÃO DE MÉTODO PARA DISTRIBUIÇÃO DE PERÍCIAS COMO FERRAMENTA GERENCIAL: Estudo de caso da SEENG(2025) Felipe Braga Santos; Murilo Toscano de CarvalhoEste trabalho investiga as limitações gerenciais decorrentes da falta de estruturação dos dados para indicadores de desempenho na Superintendência de Polícia Técnico-Científica de Goiás (SPTC-GO). Partindo como estudo de caso a Seção Especializada em Perícias de Engenharia Forense (SEENG), onde já se aplica a metodologia de carga de trabalho (kL) para distribuição equânime de atividades, o objetivo foi demonstrar que o banco de dados existente do kL pode ser utilizado para gerar indicadores robustos de gestão. Para isso, foram propostos indicadores gerenciais baseados em revisão bibliográfica que pudessem ser aplicados ao contexto de um serviço público de prestação contínua, adequado as especificações e leis que balizam as atribuições e desempenho dessas atividades. Dessa forma, foram propostos nove indicadores com dados extraídos do banco de dados de cálculo do kL, e categorizados em três grupos: produtividade e desempenho; equilíbrio de carga e conformidade com prazos; validação contínua e ajustes estratégicos. Os resultados evidenciam que esses indicadores possuem relevância individual intrínseca na medição do desempenho e produtividade e, ao se analisar a correlação entre os indicadores, também se verifica correlações que permitem o entendimento de cenários e fenômenos de causalidade úteis ao planejamento estratégico e gestão de recursos.