DOCUMENTAÇÃO TRIDIMENSIONAL NA PERÍCIA CRIMINAL BRASILEIRA: diagnóstico institucional e proposição de diretrizes técnico‑gerenciais.
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Data
2026
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Resumo
A documentação tridimensional (3D) de locais de crime amplia a qualidade da prova, mas a variedade de tecnologias e a falta de diretrizes institucionais dificultam sua adoção padronizada. Este artigo propõe diretrizes técnico‑gerenciais para a escolha e o uso dessas tecnologias nas polícias científicas brasileiras. De natureza aplicada e qualitativa, a pesquisa combinou revisão bibliográfica, análise normativa, diagnóstico via Lei de Acesso à Informação (28 órgãos) e Design Science Research. Os resultados revelam que apenas dois estados entre quatorze respondentes possuem protocolos formalizados, a capacitação restringe‑se ao fabricante e a infraestrutura de armazenamento é incipiente. O artefato compõe‑se de quatro diretrizes: quadro decisório por cenário pericial, protocolo padronizado de documentação 3D, requisitos de cadeia de custódia digital e estratégias de implementação e monitoramento. A demonstração em cenários contrastantes sugere que as diretrizes são viáveis, normativamente conformes e orientam a tomada de decisão, a padronização de procedimentos e a integridade da prova. Embora a validação externa e a aplicação piloto sejam etapas futuras, o referencial oferece base sistematizada para fundamentar investimentos e promover transparência metodológica na atividade pericial.
Descrição
Palavras-chave
Documentação 3D forense, Diretrizes, Gestão pericial, Cadeia de custódia, Perícia criminal brasileira.