BURNOUT NO ÂMBITO DA MEDICINA LEGAL NA POLÍCIA TÉCNICOCIENTÍFICA DE GOIÁS: prevalência e estratégias de prevenção

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2026

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A medicina legal insere-se em um contexto ocupacional de elevada exigência técnicoemocional, marcado por exposição contínua a situações traumáticas, pressão institucional e limitações organizacionais, o que favorece o desenvolvimento da síndrome de Burnout entre médicos legistas. Este estudo teve por objetivo identificar a prevalência de Burnout entre médicos legistas da Polícia Técnico-Científica do Estado de Goiás (SPTC/GO), analisar associações entre fatores estressores ocupacionais, bem-estar psicológico, burnout digital e percepção da gestão institucional, e propor diretrizes de gestão participativa para prevenção e cuidado em saúde mental. Trata-se de pesquisa de abordagem qualiquantitativa, descritiva e exploratória, com delineamento transversal analítico, realizada com 80 médicos legistas efetivos, por meio de questionário estruturado em plataforma digital, que incluiu variáveis sociodemográficas, ocupacionais e psicossociais, o Maslach Burnout Inventory – Human Services Survey (MBI-HSS) e instrumentos complementares. Observou-se prevalência de 10,0% de burnout clássico, com exaustão emocional em nível moderado e redução de realização profissional em parcela expressiva da amostra, e correlações mais consistentes entre burnout e fatores organizacionais, tecnoestressores, bem-estar psicológico e percepção institucional do que com variáveis sociodemográficas ou puramente volumétricas. Com base nesses achados, propõe-se a criação de um Comitê de Gestão e Saúde Mental na SPTC/GO, como instância interdisciplinar e participativa de governança voltada ao monitoramento de indicadores, revisão de fluxos de trabalho, formulação de políticas de descanso e desconexão digital e implementação de estratégias institucionais priorizadas pelos próprios médicos legistas.

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