Fernando Alves da SilvaThiago Henrique Costa Silva2026-09-242026-09-242026https://dspace.pm.go.gov.br/handle/123456789/6650A documentação tridimensional (3D) de locais de crime amplia a qualidade da prova, mas a variedade de tecnologias e a falta de diretrizes institucionais dificultam sua adoção padronizada. Este artigo propõe diretrizes técnico‑gerenciais para a escolha e o uso dessas tecnologias nas polícias científicas brasileiras. De natureza aplicada e qualitativa, a pesquisa combinou revisão bibliográfica, análise normativa, diagnóstico via Lei de Acesso à Informação (28 órgãos) e Design Science Research. Os resultados revelam que apenas dois estados entre quatorze respondentes possuem protocolos formalizados, a capacitação restringe‑se ao fabricante e a infraestrutura de armazenamento é incipiente. O artefato compõe‑se de quatro diretrizes: quadro decisório por cenário pericial, protocolo padronizado de documentação 3D, requisitos de cadeia de custódia digital e estratégias de implementação e monitoramento. A demonstração em cenários contrastantes sugere que as diretrizes são viáveis, normativamente conformes e orientam a tomada de decisão, a padronização de procedimentos e a integridade da prova. Embora a validação externa e a aplicação piloto sejam etapas futuras, o referencial oferece base sistematizada para fundamentar investimentos e promover transparência metodológica na atividade pericial.ptDocumentação 3D forenseDiretrizesGestão pericialCadeia de custódiaPerícia criminal brasileira.DOCUMENTAÇÃO TRIDIMENSIONAL NA PERÍCIA CRIMINAL BRASILEIRA: diagnóstico institucional e proposição de diretrizes técnico‑gerenciais.Article