Marcelo Benetti TangaLaryssa Silva de Andrade Bezerra2026-09-242026-09-242026https://dspace.pm.go.gov.br/handle/123456789/6672A gestão do transporte de vestígios constitui etapa estratégica da cadeia de custódia, influenciando diretamente a integridade, a rastreabilidade e a confiabilidade da prova pericial. No Estado de Goiás, a ampla extensão territorial e a distribuição das unidades regionais da Polícia Científica dificultam a padronização desse processo, favorecendo deslocamentos improvisados e falhas operacionais. Este estudo teve como objetivo propor um modelo de padronização do fluxo e da logística regional para o transporte de vestígios entre as unidades regionais e o Instituto de Criminalística Leonardo Rodrigues. Trata-se de uma pesquisa aplicada, de abordagem qualitativa, com caráter exploratório-descritivo e finalidade propositiva, desenvolvida por meio de revisão bibliográfica e normativa, análise da estrutura organizacional da instituição e aplicação de questionário eletrônico a servidores envolvidos na cadeia de custódia. Os resultados evidenciaram predominância do transporte realizado por viaturas das próprias unidades, ausência de procedimentos operacionais padronizados, longas distâncias, insuficiência de pessoal, indefinição de critérios de priorização e recorrência de falhas documentais. A análise desses achados fundamentou a proposição de um modelo logístico estruturado por eixos geográficos, demanda de vestígios e periodicidade das rotas, preservando fluxos extraordinários para materiais sensíveis e situações urgentes. Conclui-se que a padronização proposta pode racionalizar o transporte, otimizar recursos institucionais, reduzir riscos à cadeia de custódia e fortalecer a gestão da atividade pericial na Polícia Científica de Goiás.ptCadeia de custódiaVestígiosGoiásLogísticaTransporte.GESTÃO DO TRANSPORTE DE VESTÍGIOS NAS UNIDADES REGIONAIS DA POLÍCIA CIENTÍFICA DE GOIÁS: proposta de padronização do fluxo e da logística regionalArticle