Priscila de Souza ToledoSophia Wieczorek Lobo2025-11-072025-11-072024https://dspace.pm.go.gov.br/handle/123456789/6307A vedação legal à violência institucional garante proteção à vítima frente a vitimização secundária, categorizando-a como abuso de autoridade pelo agente público. A anamnese necessária ao exame médico-legal pode ser considerada violência institucional, ainda que seja exigência legal e vise a materialização do crime e produção de provas. Assim, questionou-se: “Como gerenciar os riscos decorrentes da atuação médico-legal nas perícias de crimes contra a dignidade sexual?” Este estudo buscou, portanto, à luz da gestão pública contemporânea e dos conceitos de gerenciamento de riscos, diagnosticar riscos associados ao exame pericial médico-legal de vítimas de crimes contra a dignidade sexual no Instituto Médico Legal (IML) de Goiânia e propor estratégias para gerenciá-los. Para tanto, foi realizada pesquisa aplicada e qualitativa através do método dedutivo. Os procedimentos técnicos incluíram pesquisa bibliográfica, documental e levantamento de dados através de questionário estruturado misto. Buscou-se, assim, embasar teoricamente a pesquisa, compreender a estrutura e políticas internas existentes no IML de Goiânia e obter percepções qualitativas dos médicos legistas da Polícia Técnico-Científica de Goiânia. Foram utilizadas ferramentas de gestão de riscos para propositura de um formulário referente à agressão sexual vivenciada, que seja respondido pela vítima e anexado sob sigilo ao Registro de Atendimento Integrado (RAI) da Secretaria de Segurança Pública de Goiás (SSP-GO), a fim de evitar a Revitimização. A partir da pesquisa inferiu-se que a aplicação de ferramentas de gerenciamento de riscos pode contribuir para o debate e aprimoramento dos processos de atendimento às vítimas de crimes contra a dignidade sexual, visando maior eficiência e respeito aos direitos humanosptRevitimizaçãoCrimes SexuaisGestão Pública Contemporânea.GERENCIAMENTO DE RISCOS NO ATENDIMENTO MÉDICO PERICIAL DE VÍTIMAS DE CRIMES CONTRA A DIGNIDADE SEXUAL NO INSTITUTO MÉDICO LEGAL ARISTOCLIDES TEIXEIRA DE GOIÂNIAArticle