LOPES, Wilian TavaresMARTINS, Ana Carolina Cravo2019-01-082019-01-082018https://dspace.pm.go.gov.br/handle/123456789/1476O sistema penitenciário brasileiro vem se deteriorando ao longo das décadas, mostrando-se ineficaz e tornando-se um grande fator de conflitos sociais, o que pode ser justificado pela insolvência de uma regulamentação penitenciária ultrapassada. A superlotação carcerária, a gestão incapaz e a ausência de técnicas eficazes de ressocialização são situações que exemplificam, de forma clara, a inaptidão que o poder público demonstra ao gerenciar o sistema penitenciário. Este artigo objetiva demonstrar que a precária condição do sistema prisional brasileiro torna dos presídios a ambiência perfeita para a propagação das chamadas organizações criminosas, e utilizou da revisão de literatura para sua elaboração, a partir de livros, revistas especializadas, artigos científicos, publicações no âmbito jurídico e sites oficiais do Governo. Atualmente, as organizações criminosas atuam como um Estado dentro de um outro Estado, decretando leis particulares para comunidades e dentro do próprio sistema prisional. Depreender as causas para a crise no sistema penitenciário e, também, a razão das prisões não conseguirem executar a tarefa para a qual foram criadas, são os objetivos específicos desse estudo. Algumas medidas sugeridas para a solução da questão estão na especialização da força policial, acesso dos agentes públicos da segurança aos recursos tecnológicos, reavaliação da execução penal pelo preso, adequando a pena à cada situação específica e, principalmente, o combate à corrupção. Solucionar a problemática é fundamental para que o Brasil exerça de fato justiça e segurança para os seus cidadãos, e para isso, normas políticas, econômicas e sociais eficazes se fazem necessárias para combater o crime organizado.otherSistema penitenciárioSegurança públicaOrganização criminosaO SISTEMA PRISIONAL E AS ORGANIZAÇÕES CRIMINOSASArticle