Mariana Rodrigues AlvesEmiliano Luiz Neto2026-09-242026-09-242026https://dspace.pm.go.gov.br/handle/123456789/6675O encaminhamento de mortes naturais à Polícia Científica, em substituição aos Serviços de Verificação de Óbito (SVO), representa um problema de gestão pública por provocar sobrecarga institucional, utilização inadequada de recursos e atraso na liberação dos corpos às famílias. Nesse contexto, a Secretaria de Estado da Segurança Pública de Goiás publicou a Portaria Intersetorial nº 01/2025, estabelecendo critérios para o encaminhamento de cadáveres aos órgãos competentes. O presente estudo teve como objetivo comparar os atendimentos de mortes naturais realizados pela 01ª Coordenação Regional de Polícia Científica antes e após a publicação desta portaria. Trata-se de pesquisa quantitativa, retrospectiva, documental e descritivo-comparativa, baseada em dados secundários dos sistemas SCL e HORUS, analisados por meio de frequências absolutas e relativas, teste do qui-quadrado e razão de prevalência. Observou-se redução no número absoluto e na proporção de mortes naturais atendidas pela 01ª Coordenação Regional de Polícia Científica após a publicação da normativa, sugerindo melhora no direcionamento desses casos aos órgãos competentes. Entretanto, a diferença estatística encontrada foi limítrofe, não permitindo atribuir a redução exclusivamente à implementação da portaria. Conclui-se que a Portaria Intersetorial nº 01/2025 esteve associada a uma tendência de redução dos atendimentos de mortes naturais pela Polícia Científica, reforçando a importância do monitoramento contínuo e da capacitação interinstitucional para o aperfeiçoamento do fluxo de encaminhamento de cadáveres.ptMorte naturalInstituto Médico-LegalGestão públicaSegurança públicaPortaria Intersetorial.MORTES NATURAIS ATENDIDAS PELA POLÍCIA CIENTÍFICA DO ESTADO DE GOIÁS NA REGIONAL DE APARECIDA DE GOIÂNIA: Uma análise comparativa dos casos atendidos antes e após a Portaria Intersetorial nº 01/2025Article