MARCO ANTÔNIO ZENAIDE MAIA JÚNIOR2025-10-092025-10-092017https://dspace.pm.go.gov.br/handle/123456789/5323A realidade do sistema prisional em Goiás é que existem 112 presídios para 19.000 presos, e isto apenas para os homens, cujas estruturas não atendem a necessidade de ressocialização proposta pela política carcerária brasileira. Percebe-se que a quantidade exagerada de presídios prejudica uma melhora do sistema e para tanto propõe-se a criação de um novo modelo prisional, qual seja, centralizado, onde apenas 16 presídios regionais deveriam operar mas com uma estrutura física, operacional, didática e social diferentes. A maioria dos presídios são construídos pelos conselhos das Comunidades locais, cujas verbas são oriundas do Poder Judiciário e sem nenhuma padronização, onde na grande maioria residências são reaproveitadas e passam a funcionar como presídios. De tal modo que existem Centros de Inserção Social (CIS) em cidades pequenas com cerca de dez presos que possuem a mesma quantidade de servidores de um CIS de mais de duzentos presos, onde a quantidade de presos ultrapassou o máximo suportado pela unidade, mas ante a inexistência de recambiamento de vagas, atingiu-se hoje, o ápice do caos do sistema carcerário no estado. Portanto, se houvesse o remanejamento funcional e adequado a realidade seria outra e pelos números existentes observamos que isto é possível. A busca da eficácia no sistema prisional não deve ser no aumento de penas alternativas ou na criação de mecanismos para o não recolhimento de um agente delitivo, mas ao contrário disto, deve ser de modificação da estrutura existente para permitir a criação de novas vagas para aqueles que precisam viver segregados da sociedade.ptCentralização. Regionalização dos Presídios. Aumento de Vagas. Diminuição das Fugas.REGIONALIZAÇÃO DOS PRESÍDIOS NO ESTADO DE GOIÁSArticle