Camila Eugenia da SilvaPaulo Ventura Silva Bernardes2026-08-142026-08-142026https://dspace.pm.go.gov.br/handle/123456789/6554O trabalho desenvolvido analisa os impactos sociais da monitoração eletrônica na vida das pessoas submetidas ao uso do equipamento, com enfoque nos desafios de reintegração social e nos processos de estigmatização enfrentados pelos monitorados. A investigação buscou compreender como a sociedade percebe esses indivíduos, bem como identificar as dificuldades relacionadas ao mercado de trabalho, à convivência social, â exposição pública e à manutenção dos vínculos familiares. Foi realizada uma pesquisa bibliográfica, fundamentada em autores da criminologia crítica e das ciências sociais, além de pesquisa de campo com aplicação de questionários direcionados à sociedade e às pessoas monitoradas eletronicamente. Os resultados evidenciam que, não obstante a monitoração eletrônica seja considerada uma alternativa menos gravosa ao cárcere, por possibilitar a convivência familiar e a permanência no meio social, o equipamento ainda produz forte estigma social, dificultando a reinserção dos indivíduos na sociedade e no mercado de trabalho. Também foi identificado que a maioria dos monitorados possui baixa renda e enfrenta vulnerabilidades sociais que agravam os obstáculos à reintegração social. Conclui-se que a monitoração eletrônica necessita ser acompanhada por políticas públicas de inclusão social, apoio psicológico, assistencial e qualificação profissional, além do desenvolvimento de dispositivos menos visíveis e menos estigmatizantes, a fim de promover maior dignidade e efetividade no processo de reintegração social.Monitoração eletrônicaexclusão socialestigmatizaçãoalternativas tecnológicas.OS IMPACTOS DO CRESCIMENTO DO NÚMERO DE INDIVÍDUOS MONITORADOS ELETRONICAMENTE NO ESTADO DE GOIÁS